13 de dez de 2007

Nem mesmo cuba resiste ao governo mundial

O governo comunista de cuba começa a se transformar no governo global cooperativo e dialético da ONU.


E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias. (Mateus 24 : 22)

O governo cubano assinará dois importantes acordos internacionais de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou o ministro cubano das Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque.

Segundo o ministro, Havana assinará no início de 2008 o Pacto Internacional de Direitos Humanos, Sociais e Culturais, e o de Direitos Civis e Políticos, ambos no contexto da Carta Internacional dos Direitos Humanos.
Os compromissos internacionais consagram a liberdade de expressão e associação, e diversos direitos, como o de viajar ao exterior.
"Esta decisão reflete nosso desejo de cooperação total com a ONU, na base do respeito à nossa soberania nacional e o direito do povo cubano à autodeterminação", declarou Pérez Roque, em uma entrevista coletiva.
No momento em que o ministro falava, seguidores do governo intimidavam um grupo de manifestantes que pedia por mais liberdade. Os manifestantes foram ameaçados e sofreram empurrões, até que o protesto foi dissolvido.
Ao mesmo tempo, as Damas de Branco, esposas e mães de presos políticos, realizaram um protesto inédito em frente ao Parlamento cubano, e fizeram uma passeata pela libertação imediata de seus familiares.
'Primeiro passo'
Segundo o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, fontes diplomáticas descreveram o anúncio da assinatura dos acordos como "um primeiro passo importante" no que poderia ser uma abertura do regime comunista cubano.
Mas o correspondente observou que existem expectativas sobre como o regime reconhecerá os direitos estabelecidos nos dois pactos. Cuba acusa os dissidentes de serem "mercenários" dos Estados Unidos.
Na terça-feira, 10 de dezembro, a ONU comemorou os 59 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que também faz parte da Carta da ONU. Para o chanceler cubano, Pérez Roque, Cuba festejou a data "de cabeça erguida".